"E o mesmo acontece com os interiores, que devem ser criados em função das suas possibilidades de oferecer a luminosidade que nós desejamos obter: madrugadas que se assemelham a crepúsculos, a luz pálida e doce de um bosque, a misteriosa e indirecta iluminação dos dias de neve, a luz fraca de um candeeiro de petróleo. A doçura dos dias soalheiros de outono. (...)
Mas haverá uma particularidade: todos os interiores serão vermelhos, e em tonalidades diversas. Não me perguntem a razão, porque eu não sei. Já tentei descobri-la e só encontrei explicações umas mais cómicas que outras. A mais obtusa e também mais defensável, é a de que se trata de algo muito subjectivo, porque eu, desde a infância, sempre imaginei o interior da alma como uma membrana húmida de tintas vermelhas."
Mas haverá uma particularidade: todos os interiores serão vermelhos, e em tonalidades diversas. Não me perguntem a razão, porque eu não sei. Já tentei descobri-la e só encontrei explicações umas mais cómicas que outras. A mais obtusa e também mais defensável, é a de que se trata de algo muito subjectivo, porque eu, desde a infância, sempre imaginei o interior da alma como uma membrana húmida de tintas vermelhas."
... Ingmar Bergman.
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