ela
"às vezes viro-me e cheiro o teu cheiro e não consigo continuar não consigo continuar foda-se sem exprimir esta merda física horrível merda dolorosa saudade que tenho de ti. não posso acreditar que sinta isto por ti e tu não sintas nada. não sentes nada? (silêncio) não sentes nada?"
ele
"sinto a tua dor, mas não posso pôr a tua vida nas minhas mãos. (silêncio) vais ficar bem. és forte. sei que vais ficar bem porque gosto de ti e não se pode gostar de uma pessoa que não gosta dela própria. as pessoas que temo são aquelas de quem não gosto, porque se odeiam tanto a si próprias que não deixam mais ninguém gostar delas. mas gosto mesmo de ti. vou sentir a tua falta. e sei que vais ficar bem."
eles
o - desculpa.
a - não é culpa minha.
o - desculpa isto foi um erro.
a - não é culpa minha.
o - não. não é culpa tua. desculpa. (silêncio) estava a tentar explicar -
a - eu sei. eu estou zangada porque percebo, não porque não percebo.
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